Cultivar Afetos, derrotar as violências: as mulheres do campo e a construção de novas sociabilidades

Adriana Rodrigues Novais, Atiliana Vicente Brunetto, Editha Lisbet Julca Gonza, Kelli Cristine de Oliveira Mafort, Lizandra Guedes, Lucineia Miranda de Freitas, Renata Menezes da Silva

Preço normal R$ 20,00

A denúncia do elo fundido no capitalismo, portador da reprodução das violências e das insurgências na luta pela Reforma Agrária Popular, faz parte do projeto Cultivar afetos, derrotar violências: às mulheres do campo e a construção de novas sociabilidades. O livro foi escrito por militantes e pesquisadoras do Movimento Sem Terra (MST) e apresenta os acúmulos e os desafios forjados na práxis de gerações de Mulheres Sem Terra, em luta pela transformação da sociedade “por inteira, não pela metade”.

Nesta obra, acompanhamos a união das vozes de Mulheres Sem Terra que movem a luta para romper as cercas da propriedade privada da terra e para cultivar a esperança nas mãos que amolam os facões e realizam a semeadura dos alimentos. Forjado entre luta e testemunho, o livro denuncia num mesmo movimento, as determinações constituídas pelo racismo, o patriarcado e a heteronormatividade como imperativos que violentam a diversidade de nossos corpos e territórios.

Neste contexto de hegemonia neoliberal e de financeirizaçao do capital, as contradições entre capital trabalho e a apropriação dos bens da natureza são agudizadas. 

São reflexões, portanto, frutos das “mulheres em luta, semeando resistências!”  JAILMA LOPES D. SERAFIM Coletivo da Juventude MST

 

Sumário

Nota     

Introdução        

 

Parte I | O que é violência, afinal? Por que falar sobre violência contra às mulheres?     

A violência do latifúndio e do agronegócio

As violências cotidianas: infância, adolescência e juventude      

Gravidez na adolescência, escola e permanência no campo        

Diversidade sexual e de gênero: formas de violência na casa e na escola              

Políticas públicas de combate à violência    no campo: o lugar das ausências      

Parte II | A luta pela reforma agrária como instrumento de garantia de direitos

Os desafios da participação das mulheres no MST – da ocupação de terra à ocupação das instâncias      

Reforma Agrária Popular, construção de territórios de resistência e superação da violência

Agroecologia - não se produz alimentos saudáveis com relações doentes!          

Com feminismo, construímos agroecologia!      

Feminismo Camponês Popular com Identidade e Revolucionário             

Feminismo, Camponês e Popular!          

 

Referências bibliográficas

Sobre as autoras

 

Lançamento: 2021

Tamanho: 12x17cm [Livro de bolso]

Número de páginas: 87