História do cinema na cultura do século XX: um mapeamento crítico

Guido Oldrini

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É preciso repetir que o cinema, como as demais artes, não pode dar às costas para o tecido social; para possuir a potência que carrega, o filme precisa atender aos diversos dramas que circundam a vida das pessoas. A história, com base nessa vida concreta que fornece a área de manobra para a formação da cultura do século XX, é de onde Oldrini constrói seu mapa cinematográfico. O que essas linhas tecem, trazidas agora para língua portuguesa, é a feitura de uma exposição que aclara a compreensão de que o cinema só pode ser o que é por ter suas raízes fincadas na vida humana pedestre. O presente livro, com efeito, não é uma história do cinema indiferente ao mundo humano, senão o mapeamento crítico-ontológico da história relacional entre o mundo humano e a arte fílmica: entre a humanidade concreta e as objetivações superiores, como diria Lukács.

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Sumário

Notas à edição brasileira
INTRODUÇÃO
Primeira seção:
EM BUSCA DE UMA LINGUAGEM FÍLMICA
I. Luminares
1. O nascimento de Hollywood e o pioneiro Griffith
2. A tendência ao simbolismo no cinema czarista
II. Escolas européias de cinema
1. A vanguarda dos anos 20 na França
2. A escola sueca do mudo
3. Carl Theodor Dreyer no limiar da maturidade
III. O cinema clássico soviético
1. O Outubro de Dziga Vertov
2. Sergej M. Ejzenštejn: teoria e prática do cinema clássico
3. Vsevolod Pudovkin: o alvorecer de um novo mundo
4. Aleksandr Dovženko: natureza como cultura
IV. O cinema da Alemanha de Weimar
1. Fantasmas alemães do expressionismo ao “Kammerspiel”
2. Luzes e sombras no cinema proletário weimariano
V. As origens do cinema cômico
1. O “slapstick” de Sennett ao primeiro Chaplin
2. O amadurecimento da arte de Chaplin
3. O cômico pequeno burguês: Linder, Lloyd e Keaton
VI. Hollywood caput mundi
1. Tragédia e comédia na América da prosperidade
2. A emigração europeia para Hollywood no declínio do mudo
Segunda Seção:
EVOLUÇÃO E PROBLEMAS DO “ENTRE-DEUX-GUERRES”
VII. O advento do som na França
1. Do filme mudo ao filme sonoro
2. O Fronte popular e suas implicações fílmicas
3. A segunda vanguarda e o caso Buñuel
VIII. EUA e URSS: duas tipologias fílmicas em confronto
1. O cinema soviético na fase de transição
2. O mito do cinema ‘clássico’ hollywoodiano
IX. “New Deal” fílmico e crítica social
1. O impacto de Chaplin com a “grande crise”
2. Outros ecos fílmicos do “New Deal”
X. Documentarismo: um cinema em luta com a dureza da realidade
Terceira Seção:
O CINEMA DA “TERCEIRA FASE”: TRANSFORMAÇÃO DE SEUS PARÂMETROS LINGUÍSTICOS
XI. O humanismo de Dreyer
XII. Epopeia e tragédia segundo Ejzenštejn
XIII. Entre a nostalgia e as instâncias de renovação
1. Laurence Olivier às voltas com Shakespeare
2. Carné e Prévert sobre o “boulevard du crime”
3. Clair e Renoir: nostalgia do mundo de ontem
4. A alternativa de Hollywood do cinema de Orson Welles
XIV. Ramificações suecas do cinema da “terceira fase”
1. A prisão do jovem Bergman
2. A experiência literária nacional em Sjöberg e Bergman
Quarta Seção:
A DEMOCRACIA DO PÓS-GUERRA E O CINEMA DOS PAÍSES SOCIALISTAS
XV. O neorealismo e suas consequências
1. O neorrealismo cinematográfico italiano
2. Repercussões do neorrealismo no exterior
XVI. As contradições da democracia americana
1. Democracia e sociedade na América do pós-guerra
2. O realismo da tardia maturidade de Chaplin
XVII. O CINEMA DOS PAÍSES SOCIALISTAS
1. Preliminares ao pós-guerra na Europa socialista
2. O antifascismo da República Democrática Alemã
3. Hungria socialista: a atualidade contra o pano de fundo da história
4. A URSS e os “impasses” burocráticos do stalinismo
Quinta Seção:
VOZES DO CINEMA DO EXTREMO ORIENTE
XVIII. A ÍNDIA DE SATYAJIT RAY
XIX. O JAPÃO DE MIZOGUCHI, OZU E KUROSAWA
1. Kenji Mizoguchi entre passado e presente
2. Yasujirô Ozu e a crise das relações familiares no Japão do pós-guerra
3. O aristocratismo cultural de Akira Kurosawa
XX. O CINEMA DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA...473
Sexta Seção:
AS “NOUVELLES VAGUES” E OS CONTRASTES ENTRE VANGUARDA E REALISMO
XXI. A LINGUAGEM DAS NOUVELLES VAGUES
1. Sobre a questão formal geral do modernismo na linguagem fílmica
2. Desabrochar e florescimento da “nouvelle vague” na França
3. Modernismo na Suécia
4. Epifenômenos linguísticos indiretos (Países eslavos, América Latina)
XXII. CRISE DE CRESCIMENTO DO CINEMA EUROPEU DE AUTOR
1. Bergman em perspectiva
2. Mundo e estilo de Robert Bresson
3. Buñuel como arquiteto do sonho
XXIII. A LUTA PELA FORMA NO CINEMA ITALIANO
1. Involução de Rossellini
2. O espírito fantástico de Fellini e a consciência histórica de Visconti
3. Antonioni intérprete das inquietudes do existir
4. Nos limites da dissolução estética da forma
XXIV. AS ORIGENS DO NOVO CINEMA ALEMÃO
1. Alexander Kluge e o “manifesto de Oberhausen”
2. As estreias de Wim Wenders
3. Um “novo cinema” em estado de paralisia
Sétima Seção:
FALSAS E VERDADEIRAS PERSPECTIVAS DO SÉCULO XX FÍLMICO
XXV. OS EQUÍVOCOS DA HISTORIOGRAFIA
1. Progresso técnico e teoria dos gêneros fílmicos
2. Sobre o falso problema da “authorship” em Hollywood
XXVI. APOGEU E CRISE DO FAROESTE
XXVII. LIBERDADE CRIATIVA, INTERMITÊNCIAS DE AUTORES E “OUTSIDERS” À MARGEM DA SEGUNDA METADE DO SÉCULO
XXVIII. FALSO E VERDADEIRO CINEMA INDEPENDENTE
1. A independência do experimentalismo
2. Marionetes e desenhos animados
XXIX. CINEMA E LITERATURA
XXX. AS MANIPULAÇÕES FÍLMICAS DO GOSTO

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Ano de lançamento: 2023
Coletivo Veredas
Tamanho: 14x21 cm
787 páginas
ISBN: 978-65-88704-33-2