Certa vez, um filósofo neokantiano, ao dar início ao seu estudo sobre N. Maquiavel, afirmou que a sorte de um livro depende da capacidade dos seus leitores. Pedrosa não pode contar com tal vento favorável, pois, desafortunadamente, a tarefa que lhe foi passada por Ênio da Silveira, então editor da editora Civilização Brasileira, do Rio de Janeiro, foi para explicar o Golpe de Estado em 1964, nos desdobramentos iniciais de trágicos acontecimentos que irão compor um longo período ditatorial sob domínio militar e civil. O cerceamento imposto pela ditadura de 64 no Brasil para calar vozes dissonantes atingiu toda sorte de práticas sociais, culturais, políticas e econômicas que viessem, minimamente, contrariar os desígnios do poder autocrático. Desse modo, as duas publicações de Pedrosa, A Opção Imperialista que aborda o peso, a influência decisiva, das grandes corporações do capitalismo internacional no advento do golpe, simbolizadas que estavam no papel do governo dos EE.UU durante e depois na preparação e no fortalecimento das forças golpistas; e A Opção Brasileira, comprometida com a reconstituição histórica das forças sociais dominantes que tomam o golpe como menu da sua refeição matinal, não puderam ganhar a divulgação e o destaque merecedores entre os leitores. Todavia, apesar de pouco conhecidas legaram uma inestimável contribuição ao conhecimento da realidade brasileira.
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Sumário
Introdução
PARTE PRIMEIRA
Algumas Reflexões de Mário Pedrosa Sobre o Brasil, Anteriores a 1964
O Confronto de Ideias Sobre Economia e Sociedade no Brasil Entre as Duas Grandes Guerras
PARTE SEGUNDA
Mário Pedrosa e a Crítica do Brasil Contemporâneo
O Estado Ditatorial Pós-64 – Um Estado Bonapartista Militarizado?
A Crítica de Mário Pedrosa Sobre o Brasil (64) no Neoliberalismo
Mário Pedrosa e o Tema da Revolução Social em Tempos de “Golpismo” Neoliberal Desfecho
Referências
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Ano de lançamento: 2026
222 páginas
Tamanho: 14x21 cm
ISBN: 9786552790972