O livro estará disponível para envio a partir de 13/04
Este livro tem como objeto de estudo o movimento Escola sem Partido. Sob uma perspectiva teórico-analítica, o objetivo foi compreender e problematizar não só a emergência, mas, fundamentalmente, a atuação sociopolítica do movimento e sua implicação no campo educacional da sociedade brasileira. Tendo como hipótese que o Escola sem Partido se constitui num movimento de contrarrevolução preventiva que tenciona interditar um processo educacional científico-humanista que promova uma vigorosa formação cultural de sujeitos críticos para uma prática social transformadora da realidade, esta obra foi desenvolvida com o aporte teórico e empírico da produção sociológica de Florestan Fernandes e Octavio Ianni. Mas não só. No decurso deste trabalho, foram mobilizadas categorias como Revolução Passiva, Estado Integral, Hegemonia, Grande Política, Pequena Política, entre outras, do pensador italiano marxista Antonio Gramsci, com o intuito de captar os sentidos e os nexos profundos das múltiplas determinações que, direta e/ou indiretamente, configuram a práxis ideológica e política desse recente movimento na historicidade do capitalismo brasileiro. Portanto, com base no materialismo histórico-dialético marxiano/engelsiano, que permite apreender o fenômeno social Escola sem Partido para além de sua aparência imediata, ou seja, em sua concreticidade ou essência, esta investigação foi realizada em diálogo crítico-reflexivo com um amplo escopo documental e bibliográfico, a fim de sustentar a conclusão de que esse movimento, agindo de maneira preventiva e contrarrevolucionária nas esferas civil e política, atualiza, no presente, mecanismos de dominação de classe do passado.
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Sumário
Apresentação | Lalo Watanabe Minto
Prefácio | Márcia Aparecida Jacomini
Introdução
1. O Brasil na “transição transada”: marchas e contramarchas da luta de classes
1.1 De cima para baixo: a contrarrevolução preventiva como estrutural e estruturante da dominação burguesa no Brasil
1.2 Pelo alto: “façamos a transição antes que o povo a faça”
1.3 De baixo para cima: a rebeldia dos subalternos contra os grilhões da autocracia burguesa
1.4 Mudando para não mudar: síntese da transição pelo alto
2. O “Admirável Brasil Novo” e a renovação de pretéritos arranjos de dominação de classe
2.1 Uma Nova República nem tão nova assim
2.2 A ordem neoliberal e a regressão social como modernização
2.3 O discreto reformismo petista e a reação (ultra)conservadora-neoliberal
3. A emergência do movimento Escola sem Partido na sociedade civil brasileira
3.1 Desvelando a origem do movimento
3.2 O programa político-pedagógico
3.3 Sua prática política e social
3.4 A convergência do Escola sem Partido com o ultraliberalismo e o ultraconservadorismo cristão
3.5 A inconstitucionalidade das teses do EsP
3.6 Escola sem Partido: atualizando o passado no presente
Considerações finais
Referências
Jornais e revistas
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Ano de lançamento: 2026
264 páginas
Tamanho: 16x23 cm
ISBN: 9786552790507