O livro de Maryanne Galvão, resultado de sua Tese de Doutorado defendida junto ao IFCH/UNICAMP, realiza uma vigorosa análise crítica de como se deu a construção de pequenas centrais hidrelétricas em Mato Grosso, no denominado Projeto Juruena. Baseada em fortes evidências empíricas e analíticas, a autora demonstra quais são os mecanismos e articulações políticas que são utilizados para preservar e expandir os interesses do agronegócio, em íntima simbiose e sintonia com o aparato estatal, fazendo com que aquilo que deveria ser público se torne privado. E é essa mesma associação, presente na construção do Projeto Juruena, em Mato Grosso, que atualiza e enfeixa uma tríade destrutiva que perdura desde a montagem do antigo sistema colonial, cuja resultante atual está estampada na destruição acentuada da natureza, na incessante degradação do modo de vida dos povos
originários e no agravamento das condições de trabalho, do qual a vigência persistente do trabalho escravo contemporâneo é o exemplo mais abjeto. Ricardo Antunes
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Sumário
Apresentação | Eduardo Sá Barreto
Introdução
Capítulo 1 | Os Enawenê-Nawê
Capítulo 2 | Os Enawenê, o Projeto Juruena e a Atualidade do Conceito de Acumulação Primitiva
Capítulo 3 | As Pequenas Centrais Hidrelétricas no Estado: O Caso do Projeto Juruena
Capítulo 4 | O Projeto Juruena e Algumas Consequências Socioambientais da Lógica Destrutiva do Capital: A Degradação da Vida Humana e Não Humana
Considerações Finais
Bibliografia
Apêndice | A degradação do trabalho no canteiro de obras
Anexos
O Mito de Dokoi
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Ano de lançamento: 2026
209 páginas
Tamanho: 12,5x18 cm
ISBN: 9786552790699