Trabalho, Sindicalismo e Consciência de Classe

Michelangelo Torres

Preço normal R$ 35,00

ATENÇÃO: Livro em pré-venda, estará disponível para envio a partir de 08/07/20

Nos anos oitenta, ao final da luta contra a ditadura militar os sindicatos estavam entre as organizações que despertavam mais confiança e respeito da sociedade. O Brasil foi o país com mais greves no mundo. Os líderes sindicais entusiasmavam assembleias de muitos milhares, organizavam lutas de dezenas de milhões. Quarenta anos depois os sindicatos estão em crise. A adesão dos trabalhadores enfraqueceu, e a autoridade política diminuiu. Por quê? Este livro ajudará a compreender esta história. Porque os sindicatos são indispensáveis. A despeito de suas variadas deformações, são a maior organização coletiva dos trabalhadores na luta por seus direitos. E é somente através da luta coletiva que os trabalhadores podem se defender. Esta experiência prática é a condição para a elevação da consciência de classe. Como o marxismo respondeu a estes desafios? Os leitores encontrarão os debates sobre os sindicatos em Marx e Engels, as polêmicas entre Bernstein, Kautsky e Rosa Luxemburgo, Lenin e Trotsky, as elaborações de Lukács, e a atualização de István Mészáros. Tudo isso numa prosa leve e inteligente. [VALÉRIO ARCARY | IFSP]

 

Este livro do Professor Michelangelo Torres é leitura indicada para todos os que querem começar a conhecer as contribuições do pensamento marxista para a questão do sindicalismo e do espinhoso tema da consciência de classe.  Estruturado de forma didática a obra parte da analíse das metamorfoses do mundo do trabalho, agora sob o regime da acumulação flexível, e da centralidade do trabalho para, em seguida analisar historicamente os clássicos do pensamento marxista sobre o tema do sindicalismo desde Marx e Engels, Kautsky, Rosa de Luxemburgo, Lênin e Trotsky. Para finalizar, adentra da polêmica questão sobre o papel do sindicato na formação da consciência de classe e do socialismo, ancorado em autores como Lukács, Mészáros, Thompson e Lênin, defrontando concepções que advogam a auto-organização com a da supremacia da vanguarda do partido sobre o sindicato.  Bem escrito e de leitura acessível, o livro destina-se a todos os públicos, A saber: trabalhadores, professores, pesquisadores e demais interessados na temática. [EVALDO PIOLLI | FE - UNICAMP]

 

[290 páginas]

Sumário

Prefácio
Introdução
 
Primeira Parte: Os Sentidos do Trabalho e Suas Novas (e Pretéritas) Metamorfoses
 
Cap. 1: Estatuto Ontológico do Trabalho
 
1.1 O Pêndulo do trabalho: da atividade vital à servidão
1.2 Trabalho alienado e estranhamento
1.3  Herança ocidental dos sentidos do trabalho
1.4 A centralidade do trabalho na formação da identidade e da subjetividade
 
Cap. 2: Sistemas de Organização da Produção e Gestão do Trabalho no Capitalismo Global
 
2.1 As condições históricas e materiais para o surgimento do taylorismo-fordismo nos países centrais e o caso específico do capitalismo periférico
2.2 Sistema do capital e processo de trabalho no limiar do século XXI: novas metamorfoses no mundo do trabalho sob o regime de acumulação flexível e o toyotismo (pós-fordismo)
 
Segunda Parte: O Marxismo e os Sindicatos
 
Cap.3: Concepções de Sindicalismo
 
3.1 Alcances e limites do sindicalismo: contribuições de Marx e Engels
3.2 Notas sobre tática e estratégia: a influência do revisionismo reformista de Bernstein e do centrismo de Kautsky
3.3 A concepção de sindicalismo presente em Rosa Luxemburgo
3.4 A concepção de sindicalismo presente em Lenin e a III internacional
3.5 Elaborações de Trotsky, a IV internacional e o combate aos desvios do stalinismo dentro dos sindicatos
Terceira Parte: Emergência da Consciência de Classe: Há Espaço Para os Sindicatos?

 

Cap. 4: Consciência de Classe
4.1 Algumas notas críticas acerca da emergência da consciência de classe
4.2 A perspectiva de Lukács em história e consciência de classe
4.3 A abordagem leninista: a necessidade histórica do partido e o caráter “exterior” da consciência
4.4 A contribuição thompsoniana: a experiência vivida
4.5 A contribuição de István Mészáros: consciência de classe necessária e consciência de classe contingente

 
Cap. 5: Sinfonia Inacabada
 
5.1 Algumas considerações não-definitivas acerca do sindicalismo brasileiro no limiar do século XXI: impasses e desafio
 
Apêndice 1: Por que fazemos análise de conjuntura?
 
Apêndice 2: 170 anos do Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels: um documento político que perdurou na história
 
Referências Bibliográficas

Sobre o autor